Codificação de Fase e Frequência: O "GPS" da Imagem de RM

Representação dos eixos de fase e frequência

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📍 Como a RM Sabe de Onde Vem o Sinal?

Depois de excitar os prótons em um corte (fatia) do corpo, o equipamento de RM precisa de um sistema para localizar a origem do sinal dentro daquele corte. É como um "GPS" que dá coordenadas para cada ponto da imagem. Esse sistema é a codificação espacial, e ela é feita usando dois gradientes: o de frequência e o de fase.

Esses gradientes são campos magnéticos menores que se somam ou subtraem brevemente ao campo principal, alterando a Frequência de Larmor dos prótons de forma previsível ao longo de um eixo.

➡️ Codificação de Frequência

A codificação de frequência é aplicada durante a leitura do sinal. O gradiente de frequência cria uma variação linear no campo magnético ao longo de um eixo (por exemplo, da esquerda para a direita).

O sistema "ouve" todas essas frequências diferentes e as usa para determinar a posição do sinal ao longo desse eixo. É um processo rápido e eficiente. Por isso, este eixo é também chamado de eixo de leitura.

Gradiente de Frequência

⬆️ Codificação de Fase

A codificação de fase é usada para localizar o sinal no outro eixo (por exemplo, de cima para baixo). Ao contrário do gradiente de frequência, este gradiente é aplicado antes da leitura do sinal e é desligado rapidamente.

Seu efeito não é mudar a frequência, mas sim criar uma diferença de fase entre os prótons. Prótons em uma extremidade do gradiente ficarão momentaneamente "adiantados" em seu ciclo de precessão, enquanto os da outra extremidade ficarão "atrasados".

Este processo é repetido várias vezes, com uma intensidade de gradiente diferente a cada vez, para preencher cada linha do Espaço K. Por ser um processo mais lento e repetitivo, a direção de fase é a principal responsável pelo tempo de aquisição e é mais suscetível a artefatos de movimento.

📋 Tabela Comparativa

Aspecto Codificação de Frequência Codificação de Fase
Quando é aplicado? Durante a leitura do sinal Antes da leitura do sinal
O que altera? A frequência de precessão A fase de precessão
Como funciona? Um único gradiente com múltiplas frequências Múltiplos gradientes com intensidades variadas
Impacto no tempo Não impacta significativamente Principal determinante do tempo de aquisição
Suscetibilidade a artefatos Menor (ex: chemical shift) Maior (ex: movimento, ghosting)

⚙️ Por que isso importa para o técnico?

A escolha da direção de fase e frequência é uma decisão estratégica na hora de planejar um exame. A regra geral é posicionar a direção de fase sobre a dimensão onde há menos movimento fisiológico para minimizar artefatos.

O número de passos de fase (ou "phase encodings") define a resolução nessa direção e impacta diretamente o tempo do exame. Dobrar os passos de fase significa dobrar o tempo de aquisição.

Conclusão: A codificação de fase e frequência são os pilares da localização espacial em RM. Entender a diferença entre elas permite ao técnico não apenas compreender a formação da imagem, mas também otimizar os protocolos, reduzir o tempo de exame e, principalmente, minimizar artefatos para produzir um diagnóstico de alta qualidade.

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