A Frequência de Larmor: O Coração da Ressonância Magnética

Ilustração da Frequência de Larmor

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🌀 O que é a Frequência de Larmor?

A Frequência de Larmor é o princípio físico fundamental que torna a ressonância magnética possível. Ela descreve a velocidade com que os núcleos de hidrogênio (prótons) giram (ou "precessionam") quando estão sob a influência de um campo magnético externo. Pense em um pião girando: além de rodar em seu próprio eixo, ele também realiza um movimento circular mais lento. Esse segundo movimento é a precessão.

Na RM, os prótons em nosso corpo, que normalmente apontam para direções aleatórias, se alinham com o poderoso campo magnético do equipamento. É nesse momento que eles começam a precessionar, e a velocidade dessa precessão é a Frequência de Larmor.

🧲 A Equação de Larmor

A frequência de precessão não é aleatória; ela é diretamente proporcional à força do campo magnético. A relação é descrita pela Equação de Larmor:

ω₀ = γ * B₀

Isso significa que, em um campo de 1.5 Tesla, os prótons de hidrogênio giram a 63.85 MHz. Em um campo de 3.0 Tesla, essa velocidade dobra para 127.7 MHz. É essa previsibilidade que nos permite manipular os prótons para gerar imagens.

Gráfico da relação entre campo magnético e frequência de Larmor

🎧 O Conceito de Ressonância

A "mágica" acontece quando aplicamos uma onda de rádio exatamente na mesma Frequência de Larmor dos prótons. Ao fazer isso, transferimos energia para eles, fazendo com que saiam de seu alinhamento com o campo magnético. É o mesmo princípio de um cantor que quebra uma taça de cristal ao emitir uma nota na frequência de ressonância do vidro.

Quando desligamos o pulso de rádio, os prótons "relaxam" e voltam à sua posição original, liberando a energia que absorveram. Essa energia é liberada na forma de um sinal de rádio, que é captado por uma antena (a bobina) e transformado em imagem pelo computador.

⚙️ Papel do Técnico em Radiologia

Entender a Frequência de Larmor é crucial para o técnico. É a base para compreender como os gradientes funcionam para localizar o sinal no espaço e como a seleção de diferentes parâmetros de pulso de radiofrequência afeta o contraste da imagem. A calibração do equipamento, conhecida como "shimming" e ajuste da frequência central, depende diretamente de encontrar a Frequência de Larmor precisa para o paciente.

Conclusão: A Frequência de Larmor não é apenas uma fórmula; é a "sintonia" fina que permite à ressonância magnética "conversar" com os prótons do corpo. Sem ela, não haveria como excitar os núcleos de hidrogênio de forma controlada e, consequentemente, não haveria imagem.

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